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A Braskem registrou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões em 2018, resultado 30% inferior ao do ano anterior. A empresa atribuiu a queda a fatores externos e dificuldades operacionais em sua produção.

“A greve dos caminhoneiros teve um grande impacto na nossa capacidade de produção. Também tivemos ocorrências como o apagão no Nordeste e um inverno mais rigoroso no Texas, o que afetou a operação de três fábricas nos EUA”, disse o presidente da Braskem, Fernando Musa, em teleconferência.

Entre as dificuldades internas, o executivo apontou o incêndio na planta de Alagoas, que impactou diretamente a produção na Bahia, e uma parada programada mais longa que o esperado nos EUA. “Também tivemos problemas na oferta de matéria-prima no México”, complementou Musa.

Na comparação com 2017, foram registradas quedas nas vendas nos três mercados da Braskem: Brasil (-2%), Europa e EUA (-9%) e México (-18%).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação a amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 8% em 2018, para R$ 11,3 bilhões. Já a receita líquida de vendas cresceu 18% na comparação com 2017, para R$ 58 bilhões em 2018.

Somente no quarto trimestre, o prejuízo líquido alcançou R$ 179 milhões, após lucro de R$ 313 milhões um ano antes, em meio à retração na produção de suas unidades no México e nos EUA.

Em 2019, Musa espera um resultado semelhante ao obtido em 2018, apesar de um cenário de “compressão de spreads de petroquímicos ocorrendo praticamente ao redor do mundo”, se referindo à diferença entre o custo de matérias-primas e o preço cobrado pelos produtos finais.