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Empresas do setor de saúde estão investindo em produção e pesquisa para tornar preços de equipamentos e medicamentos mais acessíveis para o consumidor. Objetivos são ganhar mercado e atender uma demanda reprimida.

“Há no mercado aparelhos inaladores com um custo que boa parcela da população não tem condições de pagar. Por isso a importância de melhorar o acesso”, explica o presidente da Omron Brasil, Wanderley Cunha.

A companhia japonesa de equipamentos médicos voltados para o uso doméstico está investindo R$ 60 milhões na construção de uma nova fábrica no Brasil, localizada em Jundiaí (SP). O aporte integra uma estratégia de expansão das exportações e para reduzir a necessidade de importação de componentes, tornando assim os produtos mais competitivos.

O portfólio da empresa inclui monitores de pressão arterial, nebulizadores, termômetros e balanças digitais. “Há dez anos, esse era um mercado de 400 mil unidades. Agora são 2,2 milhões de monitores de pressão por ano, com um perspectiva de crescer 5% a 8% até 2024, chegando em 4 milhões“, afirma o executivo.

Ele conta que o segmento de inaladores da empresa teve um crescimento de 18% no volume em 2018. “A expectativa para 2019 é de mais de 20%. A redução do preço médio aumentou nosso mercado.” De acordo com o executivo, a fatia da empresa neste mercado é de 53%.

Uma aposta da Omron para ganhar mais espaço nas redes varejistas por meio do e-commerce. “A ideia é abrir mercado para novos produtos em que a farmácia não é o principal canal. A representatividade do e-commerce no nosso faturamento é 5%, queremos que isso chegue a 10%”, diz Cunha.

Medicamentos

A EMS irá lançar quatro medicamentos inovadores desenvolvidos no Brasil até 2020. Os fármacos inéditos são voltados para as áreas de endocrinologia, gastroenterologia e imunopediatria, e direcionados para o tratamento de doenças como a obesidade, rinite e processos inflamatórios das vias aéreas superiores.

De acordo com o diretor médico-científico da EMS, Roberto Amazonas, os lançamentos são de inovação incremental. “Isso traz uma melhora na segurança e eficácia dos produtos existentes, reduzindo o custo para o paciente.”

Amazonas avalia que o alto valor de medicamentos reduz a adesão a tratamentos. “A inovação permite que se combinem fármacos diferentes, diminuindo o número necessário de comprimidos. Também é possível reduzir efeitos colaterais, tornando desnecessário remédios para tratamento dos mesmos.”

A EMS investe 6% do faturamento anual em seu centro de pesquisa e desenvolvimento, localizado em Hortolândia (SP). “Esses lançamentos são frutos dessa estruturação, direcionando nossa estratégia para a inovação”, afirma o médico. O plano da companhia é que as inovações passem a representar 50% de todos os lançamentos disponibilizados ao mercado. Atualmente, elas correspondem a 40%.

A Novartis e a Glenmark firmaram uma parceria na área de tratamentos respiratórios. Enquanto a Novartis permanece detentora do registro dos medicamentos e será responsável pela produção, a Glenmark irá promover, comercializar e distribuir os produtos.

De acordo com responsável pelas operações Brasil e Cone Sul da Glenmark, Wilton França, o acordo gera uma oportunidade de aumentar o portfólio. “É fundamental, do ponto de vista estratégico, estar associado a um nome como a Novartis. Esse expertise vai nos ajudar muito quando trouxermos nossas próprias soluções para o Brasil.”

O executivo conta que a parceria terá impacto de 20% no faturamento da empresa em 2019. “Nossa preocupação é fazer essa implementação de maneira correta. Vai facilitar o acesso ao tratamento.”