Publicado em

ESTOCOLMO - A fabricante sueca Electrolux, segunda maior produtora de eletrodomésticos do mundo, afirmou na sexta-feira (25), durante divulgação do balanço financeiro do primeiro trimestre deste ano, que a desaceleração econômica observada no Brasil afetou os resultados da empresa. Em contrapartida, a companhia ressaltou que as vendas nos mercados europeus "estão finalmente crescendo novamente".

Entre janeiro e março de 2014, a marca registrou lucro operacional ajustado de 749 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 114 milhões - alta de 4% na comparação com o mesmo período de 2013. "As vendas orgânicas na América Latina cresceram 15% durante o primeiro trimestre. O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo aumento dos preços e pelo mix de produtos. A desaceleração econômica no Brasil, entretanto, impactou os nossos resultados", disse o presidente-executivo da Electrolux, Keith McLoughlin, por meio de um comunicado oficial divulgado pela companhia.

Ainda de acordo com o executivo, é esperado que a demanda continue a retrair no Brasil no segundo trimestre. No entanto, uma recuperação é projetada para a segunda metade deste ano.

"Embora nossa visão em relação a América Latina continue a ser positiva, a expectativa em relação ao crescimento do volume é baixa no curto prazo. Além disso, as moedas continuam a flutuar e a inflação está em alta na maioria dos mercados", acrescentou McLoughlin por meio do comunicado oficial.

Rival menor da norte-americana Whirlpool, a Electrolux também afirmou que mercados como a Alemanha, a França e a Itália já mostraram uma retomada. A multinacional também previu que a demanda crescerá entre 1% e 3% neste ano na Europa. Essa projeção segue na contramão da ideia de estabilidade e de aumento de até 2% estimado pela companhia sueca anteriormente. De acordo com a empresa, o continente europeu é responsável por aproximadamente um terço das suas vendas.

Auxiliado pela tática do cortes de custos, o lucro operacional na Europa subiu para 142 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 21,59 milhões, no primeiro trimestre do ano. A companhia, que vende produtos sob marcas como a Frigidaire, AEG e Zanussi, além da própria marca homônima, manteve sua projeção de crescimento no mercado dos Estados Unidos em 4%, apesar de um início de ano difícil. De acordo com a multinacional sueca, o inverno severo registrado nesta região impactou o volume de vendas contabilizado entre janeiro e março.

Bruna Kfouri - Agências