Publicado em

O principal risco para a inflação de 2018 virá dos preços da energia elétrica e não da corrida presidencial. Para economistas, ainda há dúvidas se a infraestrutura do País conseguirá atender o aumento da demanda pelo insumo, diante da retomada da economia.

A projeção de especialistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique dentro dos limites da meta de inflação (4,5%), podendo registrar avanço de 4%, acima do resultado de 2017, que marcou a menor taxa desde 1998, ao variar 2,95%.

Segundo a economista-chefe da Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia Pereira, mesmo que as eleições gerem choques cambiais, estes ainda serão insuficientes, por exemplo, para “furar” o teto da meta (6,5%), por exemplo. “O principal ponto de preocupação da inflação reside na energia elétrica”, pontua Pereira. “A despeito de termos iniciado o ano com a bandeira verde e da expectativa de chuvas no curto prazo [até março], é possível que a economia do País cresça até 3% . Será que temos capacidade de suprir a demanda por energia que virá com essa expansão da atividade?”, questiona.

O pesquisador do Ibre-FGV André Braz projeta alta de 5,5% dos preços administrados em 2018. PÁGINA 4