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Com desempenho abaixo das expectativas em 2018, a Goodyear espera que um cenário de estabilidade política destrave investimentos e permita a retomada do consumo. O mercado de pneus, avaliam executivos da empresa, deve crescer no mesmo patamar do PIB brasileiro.

“Havia uma boa expectativa no primeiro semestre, mas depois veio uma série de crises: greve dos caminhoneiros, disparada do dólar e toda a instabilidade eleitoral. Agora, essa incerteza acaba, independentemente de quem vencer as eleições”, declarou o presidente da Goodyear Brasil, Jeff Havlin.

Segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), o primeiro semestre teve crescimento de 2,3% das vendas em relação a igual período de 2017. Para 2019, Havlin acredita que a base da economia está favorável para uma retomada. “É necessário mais investimento para reduzir o desemprego. Mas isso depende do mercado interno. Há demanda reprimida.”

O diretor da unidade de pneus de passeio da Goodyear, Antonio Roncolati, avalia que o setor demonstra reação. “Não é um desempenho tão forte, mas responde à crise.”

Ele conta que a demanda das montadores sofreu queda no 2º semestre e embora admita que a crise na Argentina influencia nesses resultados, Roncolati minimiza os efeitos sobre a empresa. “Estamos muito focados no mercado interno, pensando em médio e longo prazo.”

O coordenador de treinamento do segmento de pneus de passeio, Adelcidio Rosa, explica que a fábrica da empresa em Americana (SP) sempre funciona com 100% de sua capacidade instalada.

“Na crise, a matriz enviou um produto voltado ao mercado externo para manter a planta rodando 100%. Quando a demanda interna voltou a crescer, reduzimos esse foco na exportação.” /*O repórter viajou a convite da Goodyear