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A indústria paulista gerou 9,5 mil empregos em abril, revelaram nesta quarta-feira, 16, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O resultado representa uma queda de 0,18% em comparação a igual mês do ano passado na série com ajuste sazonal. Já na comparação sem ajuste sazonal com o mês anterior, foi apurada alta de 0,44%.

No acumulado do ano até abril, a geração de vagas no setor industrial paulista chegou à marca de 32 mil, com expansão de 1,50% na comparação com o período equivalente de 2017. No acumulado em 12 meses, houve queda de 2,34% na série sem ajuste sazonal.

Para o segundo vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da instituição, José Ricardo Roriz Coelho, o desempenho indica um viés de baixa para o emprego na indústria paulista.

"Apesar de este ser o segundo ano consecutivo em que o emprego em abril apresenta um resultado positivo, os dados estão aquém do esperado, com o nível de emprego industrial exibindo uma recuperação bastante lenta", avaliou Roriz, em nota.

"Por conta ainda de um ambiente de incertezas no cenário político, e os elevados níveis dos spreads bancários, percebemos que há uma perda de fôlego no processo de retomada da atividade econômica", acrescentou.

O levantamento da Fiesp mostra que, de 22 setores analisados, 13 registraram alta no emprego, enquanto outros três ficaram estáveis e seis tiveram desempenho negativo.

O setor que mais contribuiu para o resultado mensal foi o de produtos alimentícios, com saldo positivo de 5.817 postos de trabalho. Também tiveram destaque os setores industriais de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, com 1.435 vagas líquidas; produtos de metal (1.397); e veículos automotores (810).

Entre os destaques negativos, a confecção de artigos do vestuário e acessórios destruiu 941 vagas, enquanto o setor de produtos têxteis encerrou 380 postos de trabalho.

Na análise por regiões, foi registrado saldo positivo em 27 das 36 áreas pesquisadas. Destaque para a geração de vagas em Franca (2,97%), "influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (4,10%) e produtos alimentícios (2,71%)", segundo a Fiesp.

Entre as regiões com desempenho negativo, o pior desempenho foi na região de Jaú (2,22%), impactado negativamente por demissões nas indústrias de couro e calçados e produtos de metal.