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O mercado avalia positivamente a indicação do economista Roberto Castello Branco para a presidência da Petrobras. Para analistas, ele é um profissional de bom perfil técnico e bem alinhado às ideias liberais do futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

Segundo diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer, o nome de Castello Branco é extremamente respeitado e admirado no mercado financeiro. “É um grande economista, com vasta experiência. Já foi da diretoria da Vale e fez parte do projeto de research de Óleo e Gás da Petrobras quando estava no conselho de administração. É uma indicação que cai bem no mercado”, afirma.

Nesta segunda-feira (19), a estatal divulgou dois comunicados aos investidores comentando as notícias sobre o novo presidente. O primeiro foi um fato relevante no qual admitiu que seu presidente, Ivan Monteiro, deixará a companhia a partir de 1º de janeiro de 2019. Já o segundo foi esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à B3 em que a petrolífera garante não ter sido informada formalmente da indicação do economista.

“A companhia esclarece que não recebeu qualquer comunicação pelo governo de transição sobre a indicação do sr. Roberto Castello Branco, para ocupar o cargo de presidente da Petrobras, e irá aguardar a devida oficialização pelo seu acionista controlador para adotar os trâmites internos pertinentes”, informou a estatal na nota ao mercado.

O analista da Guide Investimentos, Rafael Passos, avalia que Castello Branco deve dar continuidade ao projeto de desalavancagem e profissionalização da Petrobras iniciado pelo ex-presidente da empresa, Pedro Parente. “É bem provável que o executivo acompanhe essa linha de venda de ativos e redução da dívida.”

Para ele, as expectativas para a estatal são boas no futuro, com confiança em resultados como o do terceiro trimestre deste ano, quando a petroleita faturou R$ 98 bilhões.

Queda

Apesar das análises muito positivas, as ações ordinárias da Petrobras ficaram estáveis e as pereferenciais subiram 0,78% na segunda-feira (último pregão antes do feriado), diante do dia de mau humor nos mercados internacionais após um relatório mostrar que a confiança do construtor de casas nos Estados Unidos despencou em novembro para o menor nível desde 2016. Os dados foram impactados pelo aumento dos juros no país.

Os analistas também atribuíram o desempenho dos papéis da estatal ao baixo volume de negociações esta semana, com feriado em São Paulo ontem, dia de ação de graças nos EUA na quinta-feira (22) e dia do trabalho no Japão na sexta-feira (23).