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São Paulo - A Petronas Lubrificantes acredita no potencial da frota circulante brasileira para continuar crescendo. A empresa prevê elevar o market share a 14% neste ano e não descarta aumentar a capacidade instalada da planta de Contagem (MG) no médio prazo.

Em entrevista ao DCI, o diretor executivo da Petronas Lubrificantes no Brasil, Luiz Sabatino, afirmou que não vê obstáculos para a expansão do segmento no País.

"Para nós, o importante é que a frota circulante é muito grande. Somos especialistas e vamos continuar ganhando mercado", garante.

Ele estima que a demanda por lubrificantes neste ano alcance 1 bilhão de litros no mercado brasileiro, em linha com o desempenho de 2016.

"O portfólio da Petronas é completo e nossas vendas só crescem", destaca Sabatino.

A planta de Contagem possui capacidade instalada de 220 milhões de litros por ano e a previsão, segundo o executivo, é atingir um volume de produção de 145 milhões de litros em 2017.

"Cerca de 10% desse volume deve ser exportado para 15 países", acrescenta.

O negócio da Petronas é dividido em dois segmentos no Brasil: o industrial (incluindo vendas para transportes, mineração e siderurgia, papel e celulose), que representa 35% da receita da empresa, e a reposição automotiva (outros 65%).

Sabatino admite que a concorrência é muito acirrada, principalmente no mercado pós-venda (after market) automotivo.

"Há um movimento global de fabricantes de autopeças produzirem seus próprios lubrificantes, mas nós acreditamos na nossa especialidade", observa o executivo.

Investimentos

Em 2012, início do ciclo atual de investimentos da Petronas da ordem de R$ 300 milhões, a participação da empresa no País era de 8,5%.

"Temos tido muita disciplina na alocação de capital, principalmente porque a nossa verba de marketing é bem menor do que as líderes do mercado", pontua Sabatino.

Ele acrescenta que a estratégia de crescimento passa pela aproximação com o distribuidor, apoio no ponto de venda e preços competitivos.

"Como estamos indo muito bem, certamente seremos alvos de novos investimentos da matriz na Malásia. Não vejo riscos para o nosso negócio", observa o diretor executivo.

Ele pondera que, se o Brasil crescer moderadamente nos próximos anos, a Petronas precisaria elevar a capacidade da unidade instalada na cidade de Contagem. "Pode ser que em três ou quatro anos tenhamos que atualizar a planta."