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Líder global no segmento de iluminação, a Philips Lighting agora vai se chamar Signify. Porém, a mudança institucional, que será anunciada hoje, só deve trazer alterações nas prateleiras no longo prazo.

O CEO da Signify no País, Daniel Tatini, conta que a divisão de iluminação da Royal Philips se tornou uma empresa independente em 2016. “Na ocasião do spin off, já era prevista essa mudança”, afirmou o executivo ao DCI.

Ele ressalta que a Philips Lighting tem uma história de 125 anos no mundo e, no Brasil, 94 anos. “Na verdade, a empresa está ‘renascendo’, mas o know-how será sempre um diferencial. É muito difícil produzir lâmpadas LED com qualidade e competitividade”, acrescenta.

Tatini relata que a Signify terá o direito de comercialização da marca Philips por dez anos, com possibilidade de renovação por mais dois períodos de cinco anos.

“Nossos produtos continuarão por um bom tempo com a marca Philips na embalagem. Trata-se de uma mudança institucional”, complementa.

Além do segmento de consumo, voltado para o residencial, a Signify manterá também o foco no profissional, voltado para indústrias, shopping centers, entre outros.

“No segmento de consumo, é praticamente impossível ser mais competitivo do que a China. Mas no profissional, temos preço, disponibilidade, serviços e até financiamento, já que os projetos são de alto valor agregado”, garante.

A Philips possui uma unidade industrial em Varginha (MG), voltada exclusivamente para profissional. “Nossos volumes de produção estão crescendo desde o ano passado.”

Já em consumo, a Philips importa as lâmpadas LED para venda local. Ainda de acordo com Tatini, atualmente há mais de 70 importadores no Brasil para o segmento.

“Talvez por falta de regulamentação adequada, muitos produtos vendidos no mercado brasileiro têm baixa qualidade. Mas a Philips tem custo-benefício com qualidade”, assegura o executivo.

Internet das coisas

Além do novo nome, a empresa prepara o lançamento da marca Interact, de internet das coisas (IoT), no Brasil, para atuar em diferentes segmentos como iluminação pública, por exemplo. “No futuro, as pessoas não vão querer mais apertar um interruptor”, diz Tatini.