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SÃO PAULO - A produção brasileira de cloro e soda encerrou 2017 com recuo pelo terceiro ano consecutivo. A fabricação de cloro atingiu 1.174,9 mil toneladas, retração de 2,2% em relação ao volume registrado em 2016. Com 1.290,4 mil toneladas, a produção de soda cáustica também encolheu 2,2%, informa a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), que prevê reação no resultado em 2018.

No mercado interno, as vendas de soda cáustica caíram 3,3% na comparação anual. Em relação ao cloro, a queda atingiu 4,9%.

A taxa média de utilização da capacidade instalada no ano foi de 76,8%, 2,2% menor. As paradas de produção nas plantas impactou a indústria do setor, prejudicando o nível de utilização, avalia a entidade.

Segundo a Abiclor, a expectativa é de que o setor mostre reação neste ano, na esteira da melhora em outros segmentos. O desempenho da indústria tem correlação com outras cadeias produtivas que consomem cloro e soda cáustica como matéria prima fundamental. Entre elas a produção de papel e celulose, alumínio, indústria siderúrgica, produtos de higiene e limpeza, indústria farmacêutica e indústria têxtil.

“Se não houver nenhuma surpresa negativa do lado macroeconômico e problemas técnicos de produção, deveremos ter um resultado positivo”, prevê o presidente do Conselho Diretor da  Abiclor, Alexandre de Castro.