Publicado em

Os negócios na era da inteligência artificial são o foco cada vez maior do Costa Tavares Paes Advogados (CTP), que aposta na evolução do direito como ator estratégico na regulação da segurança cibernética no futuro.

“Atualmente, a interação do ser humano com a máquina é muito grande. Mas sobram dúvidas sobre quem irá alimentar esses dados e como se propagam. Queremos ser proeminentes nos estudos e na atuação da regulação da segurança cibernética no Brasil”, diz a sócia administradora Maria Cibele dos Santos, com atuação em corporate, M&A e concorrencial.

Considerada full service, a banca possui operações em São Paulo, onde atuam oito sócios e, no Rio de Janeiro, outros dois. No total, são 55 advogados. “Nosso contencioso é muito pesado, mas o consultivo também é importante, principalmente na prevenção de conflitos e no compliance”, garante.

Cibele reforça que o escritório, que atua há cerca de nove anos, tem uma forte tradição no contencioso. “Nos últimos anos, inclusive, temos crescido muito na arbitragem.”

O foco, segundo ela, são casos de grande valor ou mesmo emblemáticos. Na banca, pesa a experiência dos sócios em grandes empresas. “Muitos de nós já trabalhamos no jurídico de multinacionais e no mercado financeiro. Sabemos exatamente como é atuar nos dois lados do balcão.”

Os sócios destacam que a tecnologia da informação e a inteligência artificial já estão ajudando muito no direito e que o profissional do futuro terá que saber lidar com essas ferramentas. “O advogado não será substituído, mas certamente o perfil dele vai mudar. É um caminho sem volta”, avalia a sócia do CTP.

Crescimento

A despeito do ano de eleições, o escritório acredita que 2018 será de retomada. Cibele conta que, nos últimos dois anos, o contencioso cresceu de maneira significativa por conta da crise. A banca recebeu demandas que incluem reestruturação de dívidas e arbitragem. Mas nem só de conflitos vive o mercado brasileiro. “Os clientes estão voltando à vida desde o fim do ano passado”, pontua.

O sócio de corporate e M&A Antonio Tavares Paes Junior pondera que especialmente os chineses estão com apetite por investimentos. “O país asiático busca principalmente oportunidades em infraestrutura”, relata. Neste cenário, as fusões e aquisições ganham corpo, informa o especialista.

O CTP tem como meta um crescimento de 60% do faturamento em 2018. “Não devemos ter necessariamente um aumento do número de clientes, mas do volume de casos”, explica Cibele.

A sócia observa que não há um setor específico que a banca deve crescer, mas aponta a área da saúde com bastante espaço para expansão, energia elétrica e alguns movimentos em óleo e gás. “Os fundos de investimentos e tecnologia de forma geral também devem contribuir para o nosso avanço neste ano”, aposta a advogada.

Tavares salienta que, apesar do escritório atender a todos os perfis de empresas, desde familiares até multinacionais, os clientes tendem a ser de grande porte. “A natureza do nosso negócio é de transações complexas, trabalhosas. Muitas das teses são emblemáticas”, frisa.

Neste sentido, os sócios são enfáticos acerca do tamanho do escritório. “A reputação do advogado é o que traz e mantém os clientes. Nossa opção é ser uma banca de médio porte com clientes no Brasil e no exterior”, assinala o sócio.