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Em busca de se tornar referência em direito digital, o PG Advogados se fundiu com a banca de Patricia Peck e quer entrar de cabeça em 2019 tanto em atendimento quanto no avanço de processos internos.

O sócio-fundador, Ventura Alonso Pires, afirma que o escritório tem usado muito mais programação. “Os prestadores de serviços jurídicos não são mais só os escritórios, como também lawtechs e auditorias. Temos que estar preparados para essa nova realidade”, diz.

Dentro deste contexto, a entrada de Patricia Peck Pinheiro faz parte de um esforço para aumentar a assessoria corporativa a startups e instituições financeiras interessadas em entender todas as implicações legais de oferecer serviços na internet e em aplicativos. “Queríamos desenvolver um serviço com as características e a fala alinhadas a esse mundo de gestão de empresas inovadoras do ramo de tecnologia”, acrescenta Pires.

Patricia, como sócia-fundadora de uma banca com mais de 14 anos de experiência no direito aplicado à realidade digital, tornou-se autoridade na área. Em 2002, quatro anos depois de formada, a advogada publicou o livro Direito Digital, inaugurando o nome da área.

O escritório próprio veio em 2004 e, desde então, se tornou um dos mais renomados nessa especialidade no Brasil. Em conversa com o DCI em 2015, Patricia atribuiu seu sucesso ao compartilhamento de soluções com outros especialistas. O ingresso da advogada no PG Advogados, de acordo com Ventura Pires, vai fechar um círculo virtuoso. “Estamos com um modelo em constante evolução. Nosso objetivo é nos tornarmos um hub de mentes curiosas focadas em advocacia com inovação, mais pró-resultado e menos tradicional”, ressalta. “A vinda da Patricia Peck traz sinergia com o corporativo. Ela tem um pensamento de mercado jurídico muito alinhado a esse projeto que temos para o futuro.”

Futuro

Um dos atendimentos que o escritório pretende fazer mais a partir de agora é no auxílio a empresas de venture capital, uma modalidade de investimentos utilizada para apoiar negócios por meio de participação acionária. “É uma vertical nossa ajudar empresas que investem em startups. A nossa meta é nos tornarmos o escritório de maior destaque em direito digital, venture capital e startups”, destaca.

Há perspectivas positivas para o crescimento do faturamento do escritório para 2019 e 2020. Contudo, os desafios também são grandes, principalmente em acompanhar a revolução digital. “O grande desafio de todos os escritórios é ter essa passagem do século XX para o XXI. É um ecossistema dinâmico para o mundo da inovação. É uma transformação difícil de executar.”

Atualmente, o PG atua nas mais diversas áreas do direito corporativo, como trabalhista, societário, consumidor, tributário e contratos. A banca possui 146 colaboradores.