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São Paulo - Funcionando desde 2013, o Rahal, Carnelós e Vargas do Amaral Advogados (RCVA) tem apostado em uma estrutura enxuta e na experiência de seus sócios para mudar a imagem que se tem dos advogados criminais no Brasil.

De acordo com a sócia-fundadora do escritório Flávia Rahal, o maior desafio que a banca tem encontrado nos últimos anos é fazer os brasileiros entenderem o trabalho do advogado especializado em questões penais. "Temos uma atividade essencial na realização de Justiça. A pessoa que é suspeita de um crime tem direito a se defender. Uma história tem sempre dois lados e não podemos cair em uma narrativa maniqueísta", afirma.

Para ela, não é justa a imagem de que advogado penal "defende bandido", de modo que é preciso mostrar o cuidado que empresários inocentes precisam tomar para não serem surpreendidos quando surge uma denúncia.

"Para o advogado criminal, nada é mais marcante do que conseguir a liberdade de um cliente que está preso. Há casos em que se percebe que há uma carga muito contrária da opinião pública, mas a Justiça consegue ver além disso."

Na sua visão, essa reversão de opinião das pessoas depende de consolidar uma imagem positiva com o desenvolvimento de um trabalho bem feito junto aos clientes. "A nossa meta é manter um atendimento de alta qualidade para que o cliente se sinta acolhido no escritório. Tudo isso seguindo com coerência em relação aos nossos valores ideológicos. Queremos continuar atuando, mas mantendo qualidade e ética."

Estrutura

Com esse objetivo, o escritório mantém uma estrutura enxuta, contando com oito advogados. "Nossa estrutura condensada permite um atendimento personalizado e com a participação em conjunto de ao menos dois sócios em todos os casos", diz Flávia Rahal.

Ela acredita que se a banca crescesse muito seria difícil manter esse padrão de atendimento, porque o mesmo cliente acabaria sendo assessorado por uma equipe de advogados.

Além da estrutura, a advogada entende que o padrão de atendimento também é obtido graças à experiência de seus especialistas. Flávia conta que acompanhou todo o crescimento do direito criminal por causa dos crimes financeiros, tributários e empresariais. "Os advogados precisaram aprender sobre essas matérias correlatas, porque houve um aumento da busca por esses serviços principalmente depois das investigações relativas à Operação Lava Jato", destaca.

Além da experiência prática, há ainda a acadêmica. Flávia, por exemplo, é professora da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi Presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e atualmente é diretora do Innocence Project Brasil.

Seus outros dois sócios, Guilherme Ziliani Carnelós e Camila Austregesilo Vargas do Amaral, também possuem atuação acadêmica. Tanto Carnelós quanto Camila foram auxiliares de ensino na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC).