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Por Makini Brice

WASHINGTON (Reuters) - Agentes federais dos Estados Unidos entraram na embaixada da Venezuela nesta quinta-feira para remover um pequeno grupo que protestava contra as políticas norte-americanas em relação ao país sul-americano, pavimentando o caminho para que o complexo diplomático seja entregue ao enviado aos Estados Unidos do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó. 

Desde meados de abril, membros de três grupos ativistas estavam ocupando a embaixada, um prédio de tijolos vermelhos no luxuoso bairro de Georgetown, em Washington, onde diziam ser "convidados" do governo venezuelano.

Os ativistas se opõem à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela para derrubar o presidente Nicolás Maduro em favor de Juan Guaidó, o líder da oposição e auto-proclamado presidente interino do país membro da Opep. 

Autoridades prenderam pelo menos quatro manifestantes na quinta-feira depois que os serviços de água e luz para o prédio foram cortados e uma ordem de despejo foi ignorada, segundo dizem os grupos. 

Um porta-voz do Pepco, a companhia de energia de Washington, disse que a empresa não discute o serviço a propriedades individuais. 

O serviço secreto dos Estados Unidos confirmou que oficiais haviam ajudado agentes do Serviço de Segurança do Departamento de Estado a executarem mandados de prisão contra pessoas que estavam na embaixada. 

Uma porta-voz do Departamento de Estado disse que o governo de Guaidó, que é reconhecido pelos Estados Unidos como o líder legítimo da Venezuela, pediu ajuda dos EUA para remover os manifestantes da embaixada. 

"O governo venezuelano, liderado pelo presidente interino Juan Guaidó, pediu que os invasores deixassem as dependências da embaixada", disse a porta-voz.