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Membros do Comitê de Política Monetária do Banco Central Europeu (BCE) deixaram explicitamente em aberto a opção de renovar seu programa de compra de bônus (QE, na sigla em inglês) de 2,5 trilhões de euros (US$ 3 trilhões), em meio a preocupação de que os conflitos internacionais possam agravar a recente desaceleração da economia da zona do euro, apontou a ata da reunião de política monetária de junho, divulgada nesta quinta-feira.

Em uma medida amplamente esperada no mês passado, o BCE disse que "antecipou" a eliminação gradual de suas compras de títulos, conhecidas como flexibilização quantitativa ou QE, até dezembro - um passo significativo no caminho para elevar suas taxas de juros.

No entanto, o BCE disse que não espera iniciar a elevação das taxas de juros de curto prazo, atualmente em -0,4%, antes do verão de 2019 - uma medida que ajudou a conter a reação dos mercados financeiros ao fim de um grande programa de estímulo.

A ata da reunião, que ocorreu nos dias 13 e 14 de junho, apontou também que as autoridades estão preocupadas com sinais de desaceleração econômica da zona do euro e ameaças decorrentes do "aumento do protecionismo, tensões geopolíticas e novos riscos no mercado financeiro".

"Dada a incerteza predominante, considera-se prudente deixar o fim das aquisições de ativos líquidos ainda condicionado aos dados recebidos", disse a ata.

Os dirigentes disseram também "que a política monetária tinha que permanecer paciente, prudente e persistente", mostrou a ata.