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Por Nate Raymond

BOSTON (Reuters) - Procuradores federais dos Estados Unidos acusaram 50 pessoas de envolvimento em um esquema de 25 milhões de dólares para ajudar os filhos das atrizes de Hollywood Felicity Huffman e Lori Loughlin, de CEOs e de outros norte-americanos ricos a entrar em universidades de elite dos EUA, como Yale e Stanford.

Os procuradores federais em Boston acusaram, nesta terça-feira, William "Rick" Singer, de 58 anos, de operar o esquema de fraudes através de sua Rede de Universidades e Carreiras Edge. A rede servia clientes como atrizes e diretores-executivos de empresas por meio do que procuradores disseram ser o maior esquema de fraudes de matrículas universitárias já revelado nos EUA.

"Estes pais são um catálogo de riqueza e privilégio", disse Andrew Lelling, procurador federal de Boston, em uma coletiva de imprensa. "Para cada estudante aceito por meio de fraude, um estudante honesto e genuinamente talentoso foi rejeitado".

Procuradores disseram que a operação de Singer tramou para que candidatos falsos fizessem vestibulares no lugar dos filhos de seus clientes, e também subornou treinadores para que concedessem vagas destinadas a atletas recrutados ainda que os candidatos não tivessem habilidades esportivas.

Os pais pagaram de 100 mil a 2,5 milhões de dólares por filho pelos serviços, que foram maquiados como contribuições para uma instituição de caridade falsa a cargo de Singer, disseram procuradores.

Segundo autos, Singer iria se declarar culpado de acusações como extorsão, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça em um tribunal federal de Boston. Não foi possível contatá-lo de imediato para obter comentários.

(Reportagem adicional de Jonathan Allen e Joseph Ax, em Nova York)