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(Reuters) - A França concedeu asilo à esposa de um ex-chefe da Interpol, agência internacional de cooperação policial, após ele ser acusado de corrupção em seu país, a China, disse o advogado da esposa nesta quarta-feira.

Em outubro, Grace Meng comunicou que seu marido, Meng Hongwei, desapareceu depois de partir da residência do casal na França, onde a organização está sediada, de volta para a China. Dias depois a Interpol disse que ele renunciou ao cargo.

Neste mês, procuradores chineses apresentaram queixas formais contra ele, acusando-o de abusar de seu poder e de aceitar propina.

O advogado de Grace Meng, Emmanuel Marsigny, disse que ela pediu asilo na França e que seu pedido foi aceito. O Ministério das Relações Exteriores francês não comentou o desfecho do caso, mas disse que a decisão foi tomada por um organismo independente e que respeitou as leis francesa e internacional.

Em março, o Partido Comunista chinês disse que sua própria investigação sobre Meng revelou que ele gastou valores exorbitantes de fundos estatais, abusou de seu poder e se recusou a seguir decisões do partido.

Sua esposa refutou as alegações e disse que sua prisão teve motivação política.

(Por Emmanuel Jarry; reportagem adicional de John Irish em Paris e Michael Martina em Pequim)