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Por Aziz El Yaakoubi

RIMBO, Suécia (Reuters) - O governo do Iêmen, que tem apoio saudita, propôs a reabertura do aeroporto da capital Sanaa, dominado pelos houthis, com a condição de que primeiro os aviões sejam inspecionados no aeroporto de Áden ou Sayun, que estão sob seu controle, disseram duas autoridades governamentais nesta sexta-feira.

A proposta foi feita durante conversas de paz patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Suécia com a meta de elaborar medidas que criem confiança e que eventualmente possam levar a um cessar-fogo, de maneira a deter os ataques aéreos de uma coalizão liderada por Riad que já matou milhares de civis e ataques de mísseis dos houthis a cidades sauditas.

Na quarta-feira os lados em guerra no Iêmen concordaram em libertar milhares de prisioneiros, o que o mediador da ONU, Martin Griffiths, classificou como um início auspicioso para as primeiras conversas de paz em anos para encerrar um conflito que deixou milhões de pessoas à beira da fome.

Griffiths quer um acordo para reabrir o aeroporto de Sanaa, proteger o banco central e garantir uma trégua em Hodeidah, o principal porto do país, que é controlado pelos houthis e o foco da guerra desde que a coalizão iniciou uma campanha para capturá-lo neste ano.

Marwan Dammaj, ministro da Cultura do Iêmen no governo internacionalmente reconhecido do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, disse à Reuters que o aeroporto de Sanaa deveria ser reaberto para colocar "um fim ao sofrimento do povo quanto ao transporte".

A guerra já matou dezenas de milhares de pessoas, e provocou o que a ONU qualifica como a pior crise humanitária do mundo, desde que uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio em 2015 para restaurar um governo deposto pelo movimento houthi, alinhado ao Irã.