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A Índia vai impor tarifas mais altas sobre alguns bens importados dos Estados Unidos, de acordo com autoridades indianas, em uma aparente resposta à decisão americana, anunciada no início de junho, de remover benefícios comerciais especiais de que o país asiático desfrutava.

A medida de Nova Délhi entra em vigor neste domingo, apenas dias antes de uma visita do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, à capital indiana com o objetivo de turbinar os laços entre os dois países.

Os EUA e a Índia, embora tenham ampliado dramaticamente suas relações ao longo da última década, passaram por uma escalada nas tensões comerciais recentemente após o governo de Donald Trump aplicar tarifas sobre produtos de aço e alumínio um ano atrás. O governo indiano respondeu ao aprovar um aumento de 120% das tarifas sobre a importação de 29 produtos americanos.

Autoridades indianas postergaram a entrada em vigor dessas tarifas por um ano na esperança de que os EUA reconsiderassem as cobranças adicionais sobre aço e alumínio da Índia.

No início do mês, Washington removeu alguns benefícios de que a ainda gozava sob um status comercial especial com os EUA. Essa decisão adicionou tarifas de até 7% sobre bens exportados da Índia como químicos e autopeças. Em 2018, os produtos afetados responderam por mais de 11%, ou US$ 6,3 bilhões, do total de bens exportados pela Índia sob aquele status especial, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA.

Isso levou Nova Délhi a ir adiante com as tarifas que aprovou no ano passado, afetando cerca de US$ 220 milhões em comércio de produtos como nozes e maçãs, dizem as autoridades. "Não é retaliatório. Esperamos por um ano e, agora, simplesmente vamos adiante", disse uma dessas autoridades.