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BAGDÁ (Reuters) - O Iraque executou 12 condenados por terrorismo horas depois de o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, pedir pressa no cumprimento das penas em reação ao sequestro e assassinato de oito membros das forças de segurança do país, informou o governo nesta sexta-feira.

Na noite de quinta-feira, Abadi pediu uma "justa retribuição" por meio da execução mais rápida de condenados à morte por terrorismo que já haviam esgotado suas apelações.

"Com base nas ordens do primeiro-ministro Haider al-Abadi, as execuções de 12 condenados por terrorismo que receberam veredictos finais foram realizadas na quinta-feira", disse um porta-voz do governo em comunicado.

Na quarta-feira, forças de segurança encontraram os corpos de oito homens mutilados, dois dias após o fim de um prazo estipulado por seus sequestradores do Estado Islâmico.

Os militantes haviam sequestrado membros das forças de segurança do Iraque e publicado vídeo no sábado ameaçando matá-los dentro de três dias se o governo não libertasse prisioneiras sunitas.

Um porta-voz do Ministério do Interior do Iraque afirmou que o vídeo era propaganda do Estado Islâmico e que autópsias revelaram que os homens foram mortos antes do fim do prazo.

Abadi declarou vitória final sobre os militantes sunitas radicais em dezembro, mas o grupo ainda opera ao longo da fronteira com a Síria e continua a realizar assassinatos e ataques com bombas pelo Iraque.

(Reportagem de Ahmed Aboulenein)