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Por Francesca Landini

MILÃO (Reuters) - A inflação na zona do euro não está no patamar que o Banco Central Europeu quer, afirmou Klaas Knot, do BCE, em entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera no domingo.

Os preços da zona do euro subiram 1,7 por cento em abril na comparação anual, de 1,4 por cento em março, de acordo com a agência de estatísticas Eurostat. A aceleração ofereceu um leve alívio ao BCE, que visa uma inflação de pouco menos de 2% nas 19 nações da zona do euro.

Knot, presidente do banco central holandês, disse que a situação atual "não é uma convergência completa para abaixo mas próximo de 2%, eu acho. Temos um número em mente que é claramente mais próximo de 2% do que o número que vimos nos últimos cinco ou seis anos."

De acordo com uma transcrição em inglês de sua entrevista publicada no site do jornal italiano, Knot disse: "A única coisa que podemos fazer é manter a pressão alta, para garantir que a economia continue com altos níveis de utilização de capacidade e que a economia continue a mostrar números do PIB além do crescimento potencial."

"Em algum momento, essa cadeia de eventos também levará a preços mais altos".

Knot disse que o processo pelo qual os preços sobem desacelerou e se tornou mais incerto por causa da globalização e dos choques econômicos, mas que não foi destruído.

"O crescimento do PIB no primeiro trimestre da área do euro parece ter se recuperado para um nível muito bom, 0,4% já está um pouco acima do potencial", disse Knot. Se a economia continuar a se recuperar, a política do BCE está "no caminho certo", acrescentou.