Publicado em

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse nesta quinta-feira que as críticas da Coreia do Norte aos Estados Unidos depois de conversas recentes sobre a desnuclearização são parte de sua estratégia, e que as negociações entre os dois países estão "no rumo certo".

No sábado, Pyongyang acusou os EUA de fazerem exigências "dignas de gângsteres" nas conversas realizadas na Coreia do Norte no final da semana passada, contradizendo o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, segundo o qual os antigos inimigos fizeram progresso nas negociações.

Moon, que falou em Cingapura durante viagem oficial, disse que as conversas entre Pyongyang e Washington sobre a desnuclearização da península coreana podem enfrentar obstáculos e exigir tempo, informou seu escritório.

"Ninguém pode ficar otimista com os resultados, mas minha perspectiva cautelosa é que as negociações poderão ter sucesso se o Norte realizar uma desnuclearização completa e a comunidade internacional reunir esforços para proporcionar garantias de segurança ao Norte", disse Moon.

As críticas da Coreia do Norte são uma "estratégia" concebida para mostrar sua frustração com o que vê como uma falta de ação dos EUA em reação às medidas que adotou recentemente, disse Moon.

A Coreia do Norte convidou jornalistas estrangeiros – mas não especialistas, como prometido – para assistirem à desativação de uma instalação nuclear, e prometeu fechar um local de testes de motores de mísseis.

Os EUA e a Coreia do Sul suspenderam exercícios militares conjuntos aos quais a Coreia do Norte objetava há anos.

Pompeo também disse que os dois lados concordaram em conversar nesta quinta-feira no vilarejo intercoreano fronteiriço de Panmunjom a respeito da repatriação dos restos mortais de norte-americanos mortos na Guerra da Coreia de 1950-53.

Mas nenhum norte-coreano apareceu, relatou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando uma autoridade do governo.

Moon disse que a Coreia do Norte quer que os EUA adotem ações para acabar com as relações hostis e criar confiança.

Ele afirmou ver uma grande diferença nas atitudes dos vizinhos do norte em relação às conversas – no passado o regime exigiu a suspensão de sanções e concessões econômicas primeiro, argumentou.