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MADRI (Reuters) - Os líderes separatistas catalães negaram as acusações de procuradores de que eles teriam incitado violência na tentativa fracassada de independência da região, e usaram suas declarações finais no julgamento na Suprema Corte espanhola em Madri, que já dura quatro meses, para pedir diálogo.

Procuradores disseram na semana passada que os líderes catalães haviam tentado conscientemente um "golpe de Estado" contra a Espanha em 2017 quando organizaram um referendo pela independência da Catalunha, provocando a maior crise política da Espanha em décadas. 

"Votar ou defender a república de um parlamento não pode constituir um crime", disse Oriol Junqueras, que serviu como vice-líder do governo regional catalão, no tribunal na quarta-feira. 

Durante a votação do referendo, considerado ilegal pelos tribunais espanhóis, a polícia tentou fechar locais de votação improvisados, provocando uma comoção internacional ao fazer uso de violência com cacetetes e balas de borracha ferindo dezenas de pessoas.

Os 12 réus são acusados de rebelião, sedição, e apropriação indevida de verbas públicas. Os políticos e líderes civis da Catalunha, nove dos quais estão presos esperando condenação há mais de um ano, podem pegar até 25 anos de prisão.

Uma decisão final no julgamento deverá sair em alguns meses. 

(Reportagem de Joan Faus)