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WASHINGTON - O Departamento de Agricultura dos Estado Unidos (USDA) elevou nesta sexta-feira sua estimativa para a produção norte-americana de milho graças a um rendimento recorde em importantes Estados produtores, como Illinois, e também em algumas áreas menos tradicionais.

Em relação à soja, o USDA cortou sua estimativa de produção, embora a safra de 2017 tenha permanecido em níveis recordes em razão da maior área colhida.

Em paralelo, o governo estimou um plantio de trigo de inverno em 32,608 milhões de acres, o menor desde 1909, mas acima de várias previsões do mercado.

As volumosas colheitas de milho e soja inundaram os estoques do país, que em 1º de dezembro atingiram os maiores níveis já registrados.

Conforme o USDA, os EUA devem produzir 14,604 bilhões de bushels em 2017/18, ante uma previsão anterior, de dezembro, de 14,578 bilhões. O rendimento médio do milho foi previsto em 176,6 bushels por acre.

No caso da soja, a produção foi estimada em 4,392 bilhões de bushels, abaixo da última estimativa do USDA, de 4,425 bilhões de bushels. A produtividade média foi cortada para 49,1 bushels por acre, de 49,5 bushels por acre no relatório anterior.

O Departamento estimou as áreas colhidas com soja e com milho em 89,522 milhões e 82,703 milhões de acres, respectivamente.

Os estoques de soja em 1º de dezembro alcançaram 3,157 bilhões de bushels, contra 2,899 bilhões no ano passado. Os de milho aumentaram para 12,516 bilhões, de 12,383 bilhões no ano passado.

Já os de trigo caíram para 1,874 bilhão, de 2,079 bilhões um ano antes.

Para a soja, o USDA ainda cortou a perspectiva de exportação dos EUA para 65 milhões de bushels, em meio à crescente demanda por embarques de seu principal concorrente, o Brasil.

O Departamento elevou sua estimativa da safra brasileira de soja para 110 milhões de toneladas e as perspectivas de exportação do Brasil para 67 milhões de toneladas.

(Por Mark Weinraub)