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A desaceleração da economia global e as incertezas no mercado doméstico evidenciam a perspectiva de recuperação ainda lenta para a indústria em 2019, em continuidade ao desempenho decepcionante registrado no ano passado.

“Não vislumbramos uma normalização do comércio com a Argentina e o mercado de trabalho deve seguir em ritmo lento de contratações. Considerando que já houve uma melhora de crédito nos últimos anos, não será isso que vai impulsionar o consumo”, afirma a pesquisadora de economia aplicada da FGV IBRE, Luana Miranda.

O economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin, destaca que o ambiente global deve continuar desfavorável. “A economia internacional não foi das melhores em 2018, com ritmo reduzido do comércio acirrando a concorrência. Esse cenário não deve mudar em 2019.”

Embora a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostre que o índice de confiança do empresário industrial (Icei) registrou, em janeiro, o maior valor desde junho de 2010, Cagnin avalia que isso reflete mais esperança em relação ao futuro do que uma melhora concreta no presente. ““Há voto de confiança, mas o empresário espera por melhoras concretas.” PÁGINA 3