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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) reforçou ontem a sinalização de retomada da economia somente em 2020.

O indicador caiu 0,73% em fevereiro frente a janeiro, para 137,14 pontos dessazonalizados. É o menor nível em 10 meses e, para especialistas, mostra recuperação aquém da esperada para 2019.

O índice estava em 138,15 pontos em janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado (137,06 pontos), a alta foi de 0,05%. Em relação ao mesmo mês de 2017 (136,15 pontos), o avanço observado correspondeu a 0,72%.

“Ainda não há nenhuma mudança estrutural cujos efeitos possam melhorar o nível de atividade. Esses números até podem acelerar nos próximos trimestres na medida em que as incertezas sobre a Previdência diminuam, mas tudo ainda está em suspense”, explicou. “Nossa projeção é de um crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] próximo a 1,5% para 2019”, disse a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto.

A melhora, segundo ela, só deve vir a partir de 2020. Na Reag Investimentos, a estimativa do PIB para o ano que vem é de alta de 2,6%. “Isso se a reforma sair com saldo positivo o suficiente para fortalecer a credibilidade no governo e em sua capacidade de articulação política. Só então poderemos ver algum avanço da atividade econômica acima de 2%. Caso contrário, teremos mais um ano perto de 1%.” PÁGINA 10