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O Banco do Brasil (BB) já definiu seis empresas das quais pretende vender todos os ativos nos próximos trimestres. A instituição quer desinvestir onde não há sinergia com sua atividade principal.

O primeiro desinvestimento a ser realizado, segundo o presidente do BB, Rubem Novaes, é a BB Tur, agência de turismo do banco público e que deve ser fechado, ao invés de vendido. Em seguida, os dois outros processos mais maduros são a venda de participações do banco na Neoenergia e no IRB Brasil Resseguros.Também estão cotados o BB Américas e os bancos Votorantim e Patagônia. “O Banco do Brasil é diferente das instituições que têm ações líquidas disponíveis para venda. Normalmente temos acordos de acionistas que precisamos cumprir e, em muitos desinvestimentos, sequer somos o acionista majoritário. Essas coisas precisam ser discutidas porque não são unilaterais, mas continuamos na intenção de desinvestir tudo o que não tem sinergia com nossa nave central”, afirma o presidente.

Novaes também reitera que todos esses ativos já contam com assessores (advisors) para encaminhar as questões de desinvestimentos da melhor maneira possível, de forma que o banco não saia “desesperado”, mas sim, fazendo bons negócios.

O executivo também relacionou as “amarras” que a instituição tem como banco público com a falta de competitividade em relação aos seus pares do setor privado. PÁGINA 8