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O Brasil tem oportunidade de expandir as suas vendas de soja à China, caso o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, concretize ameaças feitas ao país asiático, no último domingo (5).

Trump anunciou que irá elevar de 10% para 25% tarifas de importação sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, a partir dessa sexta-feira (10). Segundo o professor de economia da FAAP, Vinicius Rodrigues Vieira, a consolidação dessas ameaças indica, de forma mais imediata, a possibilidade de crescimento das exportações brasileiras de soja para a China, já que o País divide o posto de maior fornecedor da commodities com os EUA.

Porém, Vieira pondera que as declarações de Trump podem ter o intuito de fazer com que a China ceda mais nas negociações. Estava marcada para esta semana, inclusive, uma reunião entre os dois países que anunciaria um acordo com relação à guerra comercial. No entanto, diante das últimas declarações, a delegação chinesa passou a rediscutir a visita, que seria realizada sob o comando do vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

“As ameaças também podem ter um caráter eleitoral, com Trump querendo angariar votos para 2020”, considera Vieira. De qualquer forma, se as negociações entre China e EUA falharem, o professor da FAAP diz que o Brasil também poderá passar a negociar o aumento da exportação de outros produtos agrícolas e carnes nacionais para a China. PÁGINA 6