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A Aliança Navegação e Logística, que atua fortemente com  cabotagem no Brasil, fechou 2018 com um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. O avanço se deu, justamente, pelo melhor desempenho do transporte pela costa brasileira.  
De acordo com o diretor de Cabotagem e Mercosul da Aliança, Marcus Voloch,  em função do  alto custo do frete rodoviário após o tabelamento, houve migração de cargas para a cabotagem, e isso deve sustentar um ritmo de crescimento na casa dos  10% também este ano. 
Ele comenta ainda que, em 2018, foram  conquistados 192 clientes, com forte impulso após a greve dos caminhoneiros, que ocorreu em maio. “Com a conversão, conseguimos superar a meta inicial de crescimento que era de 8%. Além disso, os 50 maiores clientes aumentaram, em média, 15% no volume de cargas transportadas com a Aliança”, destaca o executivo lembrando que a companhia tem hoje mais de 1,4 mil clientes.
Sobre o perfil das rotas mais procuradas, ele comenta o trajeto Sul para o Nordeste e também no sentido contrário. Do Ceará para a Bahia, o incremento da cabotagem foi de 300%. “Da região Sul para a Norte, o transporte por cabotagem chega a ser 40% mais econômico do que o rodoviário”, estima.  Ao todo, a cabotagem da Aliança movimentou 310 mil contêineres no ano passado. “Isso equivale a 200 mil caminhões a menos nas estradas brasileiras”, completa Marcus Voloch.