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O presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, disse ontem que a companhia – controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco – entrará na concorrência pela área de adquirência da Caixa Econômica Federal.

“Nós conhecemos a operação [atendemos a Caixa em adquirência] e temos todo o interesse em participar do processo de concorrência”, afirmou Paulo Caffarelli à imprensa, após apresentar os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2019. Segundo o executivo, o assunto está sendo discutido pelo Conselho de Administração da companhia aberta.

A Caixa Econômica Federal está entre as três principais instituições financeiras atendidas pela Cielo, juntamente com o Bradesco e Banco do Brasil, os dois últimos controladores da credenciadora.

Em mais um capítulo da chamada “guerra das maquininhas”, Caffarelli informou que a partir de hoje também oferecerá máquina grátis para clientes que alcançarem o volume financeiro mínimo mensal de R$ 1,6 mil por 90 dias seguidos. E na mesma toada dos anúncios recentes em cascata da Rede, SafraPay e PagSeguro, a Cielo a partir do final do mês de maio também vai antecipar recursos de “forma instantânea” para os clientes que tiverem conta digital na Cielo.

“Estamos conversando com os bancos parceiros [Bradesco, BB e Caixa], mas não estamos limitando para banco algum”, garantiu. Questionado por jornalistas sobre uma eventual prática de “dumping” de grandes credenciadoras como a denunciada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pela Associação Brasileira de Instituições de Pagamento (Abipag), Caffarelli evitou comentar a atuação de outras empresas do setor. PÁGINA 12