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Sem relacionar diretamente ao risco de nova recessão global, o Banco Central deve atuar no mercado à vista para dar liquidez às empresas e instituições financeiras, medida que não era adotada desde 2009.

Com o simples anúncio pela autoridade monetária, o valor do dólar à vista caiu 1,21% para R$ 3,9901 ontem, depois ter registrado máxima de R$ 4,04 na última quarta-feira (14). De 21 a 29 de agosto, o BC fará ofertas simultâneas de US$ 550 milhões e de igual montante em contratos de swap cambial reverso.

A atuação simultânea visa trocar, por dólar à vista, um total de US$ 3,8445 bilhões em swaps cambiais tradicionais que expiram em outubro próximo e ainda não foram rolados pelo BC.

A autoridade monetária justificou a mudança na forma de atuar no câmbio citando maior busca por liquidez no mercado à vista, e não no segmento futuro, onde tradicionalmente a demanda por “hedge” é maior e atendida pelos swaps cambiais. “Na semana que vem, o dólar começa a recuar mais com o início dos leilões”, aponta o diretor de câmbio do banco Ourominas, Mauriciano Cavalcante.

Segundo o Banco Central, em nota, ontem, a venda de dólares à vista chega após diagnóstico de que a menor liquidez do fluxo financeiro deve “perdurar por tempo relativamente mais prolongado, já que seus fatores não devem ser revertidos no curto prazo”. E a venda de dólares com compromisso de recompra é a mais indicada, a nota. PÁGINA 8