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A economia aquém do esperado e o ritmo lento da reforma da Previdência devem estender o período de taxa básica de juros (Selic) em 6,5% e postergar novos investimentos. A expectativa é de que este seja mais um ano de atividade morna, perto de 1,5% de avanço no Produto Interno Bruto (PIB).

O Relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), completou mais uma semana de quedas consecutivas nas estimativas para o PIB do País em 2019. As projeções para a atividade econômica passaram de um crescimento de 1,98% há um mês para o nível de 1,70% nesta semana.

“Este ano parece seguir o mesmo caminho dos anteriores e se deve justamente à freada de expectativas do País em relação às políticas fiscais. A incerteza em relação às reformas tira os novos investimentos da mira dos empresários e um consumo que sobrevive de miniciclos de melhora, não se sustenta por muito tempo”, diz o economista-chefe da Ativa Investimentos, Carlos Thadeu de Freitas Gomes Filho.

Para o estrategista da RB Investimentos Daniel Linger, mesmo que o maior engajamento do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, com os partidos do “Centrão” tenha sinalizado uma evolução para a reforma da Previdência, os “ritos de passagem” na Comissão Especial podem demorar.

Ao mesmo tempo em que as projeções para o PIB diminuem, o relatório Focus também demonstrou uma queda nas estimativas das cinco instituições que mais acertam (as chamadas Top 5) para a Selic de 2020. O prognóstico desses economistas para a taxa básica de juros saiu dos 7,50% previstos há um mês para 7,25% no relatório desta semana. PÁGINA 12