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Por Geert De Clercq

PARIS (Reuters) - O grupo francês de energia elétrica e gás Engie deixará cerca de 20 países nos próximos três anos e apostará em novos mercados no Sudeste Asiático e na África conforme foca seus investimentos em renováveis, serviços de energia e infraestrutura.

A presidente executiva da empresa, Isabelle Kocher, disse que nos próximos três anos a Engie venderá ativos no valor de cerca de 6 bilhões de euros (6,8 bilhões de dólares), após outros 14 bilhões em desinvestimentos principalmente de ativos de carvão nos últimos três anos.

Kocher afirmou que o novo plano da Engie visa simplificar o enorme grupo, que tem presença em cerca de 70 países.

"Nos vamos priorizar 20 países em que nós já temos uma base sólida há um longo tempo, e 30 áreas metropolitanas, incluindo o sudeste asiático e a África, que são regiões em que nós temos uma presença relativamente pequena e que irão garantir crescimento, porque elas têm necessidades consideráveis", disse ela a jornalistas.

A companhia acrescentou que irá lançar um novo plano de corte de custos de 800 milhões de euros, que deve ser realizado entre 2019 e 2021.

A Engie planeja investir de 11 a 12 bilhões de euros no período 2019-2021, dos quais 4 bilhões por ano para despesas de capital em geral e pequenas aquisições.

O programa de investimentos vai alocar entre 4 bilhões e 5 bilhões para negócios de soluções em energia e entre 2,3 bilhões e 2,8 bilhões de euros para renováveis, o que deve financiar cerca de 9 gigawatts em nova capacidade. Outros cerca de 3 bilhões serão alocados em redes.

A CEO da Engie afirmou ainda que o grupo deve ter uma postura bastante conservadora em relação a grandes aquisições, acrescentando que essa é uma lição aprendida pelo passado da companhia.

 

RESULTADOS

As receitas da Engie em 2018 subiram 1,7 por cento, para 60,6 bilhões de euros, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização subiu 0,4 por cento, para 9,2 bilhões.

O lucro líquido caiu para 1 bilhão de euros, ante 1,3 bilhão em 2017.