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A liberação das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS-Pasep, conjugada com o possível início de corte da taxa de juros básica (Selic), pode dar um pequeno ânimo na atividade e na confiança empresarial e dos consumidores.

As medidas têm potencial para fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça em torno de 1,1% este ano, levemente acima da projeção do mercado (0,81%). Contudo, o ânimo só se sustentará para além de 2019 com as reformas estruturais saindo do papel, avaliam especialistas ouvidos pelo DCI.

Na visão do professor de administração do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Norberto Giuntini, com o anúncio da liberação do FGTS e do PIS-Pasep, o governo pretende ganhar tempo para aprovar as reformas da Previdência Social e tributária.

“Creio que a ideia do governo é tentar agilizar um pouco a economia até o final do ano, elevando os níveis de confiança para, então, poder gerar um ambiente mais favorável para a conclusão das reformas”, reflete Giuntini.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve anunciar a medida em detalhes na semana que vem. Até o momento, especula-se que os trabalhadores terão autorização de sacar entre 10% a 35% do valor do seu saldo. PÁGINA 6