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Com expectativa de exportação recorde, a produção de milho no Brasil segue beneficiada por alta de preços em decorrência de problemas da safra nos Estados Unidos. Redução do consumo pela China ainda não gera preocupação.

“Os preços subiram em pleno início de colheita da segunda safra, em junho. Isso ocorreu pelos problemas no plantio dos EUA, causados pelo excesso de chuva”, diz o analista de mercado da AgRural, Adriano Gomes. Tudo indica que os americanos terão de importar mais o grão.

A projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgada ontem sinaliza que as exportações podem chegar a 33,5 milhões de toneladas na safra 2018/19, patamar recorde, superando 30,8 milhões de toneladas em 2016/17 e bem acima do resultado da safra passada (23,8 milhões de toneladas).

Gomes destaca que o preço do bushel (25,40 quilos) do milho teve valorização de quase um dólar entre maio e junho e que isso impulsionou o preço médio no Brasil. “Em São Paulo houve um crescimento de 11% nos contratos futuros de agosto, para entrega no Porto de Santos. No melhor momento de junho, a saca chegou a R$ 41,55.” Ele aponta que o dólar alto em relação ao real também beneficiou os exportadores de milho. PÁGINA 4