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Por Gram Slattery e Carolina Mandl

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - (Starboard corrigiu fatia que Apollo tem na companhia para 20 por cento, não 30 por cento, no 5º parágrafo)

Um consórcio formado pela empresa de investimentos Starboard Restructuring Partners e pela startup 3R Petroleum está em negociações exclusivas com a Petrobras para a aquisição de nove campos de petróleo em terra no Nordeste, por cerca de 1 bilhão de reais, de acordo com duas fontes familiarizadas ao assunto.

O movimento surge à medida que a estatal busca reduzir agressivamente suas parcelas em campos de petróleo maduros, visando diminuir dívidas e focar no pré-sal.

Na semana passada, a empresa anunciou a venda de um complexo de 34 campos petrolíferos relativamente pequenos, conhecidos como Riacho da Forquilha, por 384 milhões de dólares para a PetroReconcavo, petroleira sediada em Salvador.

O atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, tornou prioridade a saída da empresa do segmento onshore, no qual a produção caiu drasticamente nos últimos anos.

Petrobras e Starboard, na qual a Apollo Global Management detém 20 por cento, não comentaram o assunto. Ricardo Savini, sócio da 3R, não respondeu a um pedido por comentários.

Uma das fontes disse que a Starboard está em negociações com a Petrobras para adquirir os grupos de Macau e Fazenda Belém, que são compostos por sete e dois campos petrolíferos, respectivamente.

Combinados, esses ativos produzem cerca de 5 mil barris por dia (bpd) de petróleo, de acordo com o documento visto pela Reuters.

Um acordo representaria uma segunda chance para a 3R. Em novembro, a Petrobras chegou a anunciar que havia acertado a venda de Riacho da Forquilha para a startup, o que levantou suspeitas de sindicatos e grupos comerciais, preocupados com a falta de estrutura financeira clara do acordo.

Eventualmente, o acordo acabou rescindido, após a 3R não ter conseguido financiamento, e a PetroReconcavo acertou a aquisição dos campos.

A Starboard controla 2,5 bilhões de reais, enquanto a Apollo possui mais de 300 bilhões de dólares sob seu controle.