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Apesar de positivas, as decisões dos primeiros 100 dias de Jair Bolsonaro (PSL) na Presidência são consideradas pontuais e insuficientes para expandir a economia. Com o governo ancorado em “heranças” da gestão passada, a articulação política ainda é o grande desafio.

Dentre as ações realizadas até agora, os destaques estão na contenção de gastos públicos e no programa de concessões e privatizações, com leilões de aeroportos, ferrovias e terminais portuários nos últimos dois meses.

“Mas é importante ressaltar que do que temos de concreto até agora são apenas projetos que já estavam programados [no governo de Michel Temer] e que tiveram uma continuidade”, comenta a economista da Coface para a América Latina, Patrícia Krause. “Também há a expectativa de que algumas medidas de abertura da economia seriam anunciadas neste mês mas, por enquanto, são só rumores”, diz.

A maior parte das promessas feitas por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não tomou corpo ou foi pouco discutida dentro da nova administração. “Houve algum sucesso com os leilões, mas abertura comercial e privatização carecem de um referencial maior”, enfatiza. PÁGINA 6