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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, sinalizou cautela no programa de privatizações, ao afirmar ontem que o governo estudará a venda ou liquidação de cerca de 100 empresas estatais.

É o que avalia a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto. “Quando o ministro diz que irá estudar os ativos, não significa que todos eles serão vendidos. Mas, sim, que haverá cautela neste processo”, ressalta Pasianotto.

“Em um processo de privatização é preciso analisar o valor de mercado da empresa e a viabilidade econômica de transferí-la para a iniciativa privada, ou seja, se ela será capaz de gerar fluxo de caixa”, acrescenta a economista.

“Estamos levantando uma série de situações dessas para promover liquidação que de certa forma vai desonerar o orçamento e com isso vai sobrando dinheiro para investimento em outras prioridades”, afirmou ontem Gomes de Freitas.

Na lista de ativos com alta probabilidade de venda estão Telebrás; Correios; Ferrovia Norte-Sul; Ferrogrão; Lotex; BR Distribuidora; autoridades portuárias e rodovias federais. No grupo da média probabilidade estão as ações da Infraero, das concessionárias de Brasília, Confins, Galeão e Guarulhos; a ECB, hidrelétricas, Eletrobras, refinarias da Petrobras e a BNDESPar. Por outro lado, será difícil privatizar os três principais bancos públicos (Caixa, Banco do Brasil e BNDES), a Petrobrás e as reservas minerais. PÁGINA 3