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Diante da necessidade de bloquear R$ 2,2 bilhões em despesas para seguir cumprindo a meta fiscal deste ano, o governo decidiu utilizar reservas orçamentárias, evitando, assim, o corte adicional.

Parte da reserva também será utilizada para recomposição orçamentária do Ministério da Educação (R$ 1,588 bilhão) e do Ministério do Meio Ambiente (R$ 56,6 milhões), conforme relatório bimestral de receitas e despesas divulgado ontem pelo Ministério da Economia. Com isso, a reserva, que era de R$ 5,373 bilhões, cairá a R$ 1,562 bilhão.

“Não teremos contigenciamento adicional. Estão mantidos os limites atuais, com recomposição do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente”, disse ontem o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, em entrevista à imprensa.

Também contribuiu para evitar novos contingenciamentos a revisão da projeção de receitas. A equipe econômica revisou as receitas para cima em R$ 711,3 milhões, graças a receitas extraordinárias, como royalties de petróleo (+ R$ 3,582 bilhões), dividendos de estatais para a União (+ 1,656 bilhão) e concessões para a iniciativa privada (+ R$ 286,7 milhões).

No caso dos royalties, a valorização da cotação internacional do petróleo e o pagamento de uma dívida da Petrobras com a União foram os principais responsáveis pela alta nas projeções das receitas. Sem isso, o corte seria de R$ 5,459 bilhões. PÁGINA 6