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Com a economia muito enfraquecida e revisões de crescimento para baixo, o governo federal não terá surpresas positivas com a receita de tributos neste ano, para além do que já está projetado.

Contudo, concessões e privatizações podem dar algum fôlego para o resultado afinal, apesar da arrecadação de tributos e contribuições corresponder a praticamente 90% do total de receitas da União.

O professor de economia da FAAP, Odilon Guedes, sugere que uma das saídas para 2019 seria o governo implementar uma forte política de cobrança da dívida ativa federal que, atualmente, atinge R$ 2,2 trilhões.

Segundo o Ministério da Economia, 62% deste valor são devidos por grandes empresas. Há um projeto de lei (PL 1646/2019) que prevê o fortalecimento da cobrança desses débitos, porém ele está parado no Congresso Nacional desde 23 de abril.

“Por se tratar de grandes empresas, a recuperação desses valores poderia gerar um bom montante para o governo, assim como a reversão das desonerações fiscais”, afirma Guedes. “Porém, creio que, por questões políticas, medidas como essas não vão muito para a frente. O [presidente, Jair] Bolsonaro, por exemplo, quer perdoar a dívida de R$ 17 bilhões do agronegócio.”

Rodolfo Olivo, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), acredita que as privatizações e concessões podem dar um fôlego nas receitas federais. PÁGINA 6