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A instabilidade política prevista para maio trouxe posições mais defensivas nas carteiras recomendadas pelas corretoras. Sem avanço na Previdência, qualquer burburinho vai gerar volatilidade.

Em segundo plano na sugestão de ações estão os balanços de resultados das empresas – que devem acontecer até meados deste mês – e o cenário internacional, onde a estimativa pela política monetária de países desenvolvidos ainda pode influenciar a bolsa de valores.

“A expectativa é de um mercado ainda dependente da habilidade do governo federal para a condução da proposta de reforma da Previdência. O ponto principal continua sendo a falta de confiança dos investidores na capacidade de retomada da economia brasileira”, diz o analista-chefe da Planner Corretora, Mário Mariante.

Na falta de perspectiva de uma resolução para a Previdência neste mês, os analistas reiteram que qualquer movimento nas questões político-econômicas domésticas pode tomar grandes proporções nos papéis.

Segundo a analista-chefe da Coinvalores, Sandra Peres, esse é o motivo para as posições mais defensivas entre as corretoras. “Os holofotes estão voltados para o noticiário político e qualquer informação nesse meio tempo pode movimentar muito a Bolsa neste mês. Além disso, temos uma recuperação ainda muito fraca da economia que também precisam de atenção”, avaliou a especialista. PÁGINA 8