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Com a ideia de nova CPMF enterrada na última semana, a desoneração de impostos sobre a folha de pagamentos das empresas poderá ser atendida com corte de incentivos fiscais na reforma tributária.

A sugestão foi apresentada ontem pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em evento do ciclo Brasil de Ideias, em São Paulo. “A CPMF não tem chance na Câmara, e o presidente da República disse não. Para desonerar a folha, temos que discutir a redução dos incentivos fiscais”, apontou.

“Não sei se reduz uma parte. O que não dá é resolver um problema e criar outro. Criar um imposto cumulativo e o percentual vai ser alto para poder resolver a desoneração da folha. Vamos simplificar o imposto de bens e serviços, o Paulo Guedes tem também propostas para o Imposto de Renda que ainda estão sendo elaboradas e depois vamos para o terceiro ponto que é a folha de pagamento”, disse Maia.

Os incentivos fiscais representam cerca de R$ 400 bilhões por ano, e uma boa parte disso pode ser revertida. Entre os diferentes tipos, ele citou o Simples Nacional, produtos da Cesta Básica e da Zona Franca da Manaus.

Sobre o andamento da reforma tributária no Congresso Nacional, Maia destacou que na última semana também houve um acordo com todos os governadores. “É um feito histórico em termos de consenso, com São Paulo e Amazonas [juntos]”, enfatizou. Ele acredita que a reforma fique pronta até dezembro. PÁGINA 6