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Preservar a economia fiscal de R$ 1 trilhão da proposta de reforma da Previdência Social ou desidratar o texto. São duas pontas do “cabo de guerra” que será disputado entre Congresso e equipe econômica.

Em declarações recentes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem reforçado que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa preservar uma economia fiscal de, no mínimo, R$ 1 trilhão durante 10 anos, sendo que o projeto prevê um montante de R$ 1,167 trilhão. Dois dos pontos mais polêmicos da PEC, e que enfrentam resistência no Congresso, são as mudanças para a aposentadoria rural e para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Porém, na avaliação do economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, se a reforma começar a ser desidratada, a equipe econômica deve exigir compensação em outras áreas. Segundo Bandeira, o mercado financeiro não aceitará desidratação abaixo de R$ 800 bi.

O professor da Fundação Getulio Vargas (EBAPE-FGV), Istvan Kasznar, ressalta que o ideal seria que as compensações fossem realizadas nas regras de aposentadorias dos servidores públicos.

Apesar da PEC propor uma redução das desigualdades entre o sistema de aposentadoria dos trabalhadores do setor privado e do setor público, Kasznar defende um aperto maior para o último grupo. Para ele, seria possível aumentar um pouco mais as alíquotas, mas também enfretará resistência. PÁGINA 6