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A Oi planeja investir anualmente R$ 7 bilhões até 2020, concentrando-se principalmente na expansão de seu serviço de banda larga de fibra de alta velocidade (FTTH). A informação foi dada nesta terça-feira pelo vice-presidente financeiro, Carlos Brandão.

“Nosso plano de investimentos é todo financiado no primeiro ano e temos até R$ 7 bilhões em ativos para serem monetizados no curto prazo”, explicou Brandão a analistas durante conferências. Em 2018, a Oi fez investimentos de R$ 6,1 bilhões.

A empresa contratou o Bank of America Merrill Lynch para estudar e estruturar a venda de ativos não essenciais, como parte de uma revisão estratégica mais ampla que deve ser concluída até meados de junho deste ano ainda, acrescentou.

Por ora, a aceleração da rede FTTH está no centro da estratégia da Oi. A empresa pode adicionar 250 mil residências por mês ao serviço de banda larga de alta velocidade neste ano.

“Estamos investindo pesado para acelerar ainda mais a expansão da fibra, pois este será um importante fator de criação de valor no segmento B2B”, afirmou o executivo durante a reunião com os analistas de bancos.

Mobilidade

Na telefonia móvel, a operadora Oi espera também reverter nos próximos trimestres a tendência de queda nas receitas, ajudada principalmente por resultados promissores no pós-pago, enquanto a automação e outras iniciativas digitais devem reduziras despesas operacionais, acrescentou ele.

Analistas do BTG Pactual disseram que, embora os resultados operacionais continuem a sofrer, os custos parecem sob controle e mantiveram recomendação de compra para as ações da empresa.

“Esperamos ouvir notícias positivas sobre a frente regulatória (PLC 79) no curto prazo e continuar a ver a Oi como um ativo estratégico exclusivo para os players locais e estrangeiros”, escreveram os analistas em relatório. Em junho de 2016, a Oi apresentou o pedido de recuperação judicial da América Latina para reestruturar uma dívida de aproximadamente R$ 65 bilhões, desencadeando uma grande batalha entre credores e acionistas.