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A Vale deve enfrentar importantes prejuízos decorrentes de processos judiciais, no Brasil e exterior, e possíveis rebaixamentos de notas por agências de classificação de risco, afirmam especialistas ouvidos pelo DCI.

Embora ainda cedo para dimensionar impactos financeiros da mineradora após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), já existem elementos concretos que permitem uma projeção. A começar pela perda de valor de mercado precificada em R$ 72,8 bilhões na segunda-feira (28). “A Vale já começou ser afetada por meio da perda de seu valor de mercado”, aponta o presidente da MESA Corporate Governance, Luiz Marcatti.

Após a Fitch rebaixar as notas de crédito da Vale, outras agências colocaram em risco a classificação da companhia. Marcatti acredita que o cenário é difícil no curto e médio prazo. “Essa perda no mercado, quase R$ 12 bilhões bloqueados pela justiça e o rebaixamento de crédito impactam em uma análise de continuidade da operação, para entender como a empresa vai captar recursos e lidar com os custos.”

Para o analista da Mirae Corretora Pedro Galdi, apesar dos bons resultados em 2018, a tragédia criou uma incógnita para o balanço anual da Vale. PÁGINA 3