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O Produto Interno Bruto (PIB) per capita só deverá alcançar um pico de crescimento semelhante ao verificado entre 2010 e 2013 – de 13% em relação aos quatro anos imediatamente anteriores – a partir de 2023.

Diante da forte recessão econômica, o PIB per capita brasileiro chegou a despencar 9% entre os anos de 2014 e 2017. “Não há nenhuma queda na nossa história que se compare à perda que nós tivemos nos últimos anos”, afirmou ontem o economista do Santander, Luciano Sobral, ao se referir a uma série histórica do PIB per capita que vai de 1905 a 2017.

O economista, que participou de evento da seguradora de crédito Euler Hermes, na capital paulista, destacou que a expectativa de recuperação do PIB per capita leva em conta o andamento das reformas, especialmente a da Previdência Social.

Por outro lado, a reforma no sistema de aposentadorias não garantirá o retorno da taxa de câmbio a um patamar mais próximo de R$ 3,00. A previsão do Santander é que o dólar feche a R$ 4,00 este ano e a R$ 4,30 em 2020. Nas duas últimas semanas, a taxa tem rodado em torno de R$ 3,90.

Para além das questões políticas internas, há outros fatores que colaboram para o encarecimento do dólar no Brasil. Um deles é a redução do diferencial da taxa básica de juros do Brasil (Selic) e a dos EUA.

“Durante muito tempo, o Brasil teve a maior taxa de juros do mundo. Quando a Selic estava a 14,25% ao ano [julho de 2015 a outubro de 2016], nos EUA era perto de zero. O diferencial era de 14 pontos percentuais”, disse. “Era atrativo colocar dinheiro no Brasil. Porém, hoje, o diferencial de juros chega a ser de 3 pontos, 4 pontos, o que não paga o risco da nossa moeda”, completou. PÁGINA 6