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Após resultados ruins na indústria e no comércio em janeiro, a queda de 0,3% na prestação de serviços na mesma base fechou uma tríade preocupante: baixa demanda, pouca confiança e crédito caro.

Os indicadores, todos apresentados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), acendem o sinal amarelo de analistas e consultores, que esperavam um início de ano que, ao menos, abrisse caminho para uma retomada. “Não haveria mais desculpas para baixa atividade. A eleição passou, a reforma da Previdência está encaminhada, o dólar caindo, a inflação sob controle. O problema é que atividade só volta se houver efetivamente confiança do consumidor, e o desemprego é um forte inibidor”, comentou o professor de matemática aplicada, ex-analista do IBGE e consultor corporativo, Carlos Maranhão.

Na visão do especialista, a queda de 0,8% na atividade industrial na passagem de dezembro para janeiro é a mais preocupante. “Era esperado ‘um início de ano difícil para a indústria, mas menor que 0,5%”, disse ele, lembrando que a atividade industrial vai refletir baixa no comércio nos próximos meses. “Quando a industria não vende para o varejista, já esperamos que o comércio não terá uma atividade forte nos meses seguintes.” Em janeiro, o comércio varejista avançou 0,4% na margem, o que parece bom, mas não é. “Em dezembro o varejo encolheu 2,1% e a alta de janeiro não recuperou nem parte da perda. PÁGINA 4