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SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica CEEE, controlada pelo Estado do Rio Grande do Sul, deve ser privatizada ainda neste ano ou no primeiro semestre de 2020, disse nesta quarta-feira o governador Eduardo Leite (PSDB), que afirmou que já iniciou conversas para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoie tecnicamente o processo.

"Estamos estruturando tudo isso para buscarmos viabilizar ainda dentro deste ano, mas arriscaria dizer que isso acontecerá até final do primeiro semestre do ano que vem, a consolidação do processo de privatização", afirmou ele a jornalistas, após participar de evento do BTG Pactual em São Paulo.

Ele acrescentou ter expectativa de que um projeto enviado à assembleia legislativa estadual para retirar a obrigação de realização de plebiscito antes da venda da empresa seja aprovado até o final de abril.

"Estamos muito confiantes na aprovação", disse o governador.

Além da CEEE, que tem ativos de geração e transmissão de energia e é responsável pela distribuição em parte do Rio Grande do Sul, incluindo a capital Porto Alegre, o governo estadual pretende avançar também com a privatização da distribuidora de gás natural Sulgás e da Companhia Riograndense de Mineração (CRM), de carvão.

"Sempre falei na campanha, a CEEE, a Sulgás e a CRM serão levadas à privatização, e estou trabalhando nesse sentido", afirmou Leite.

A operação de venda da CEEE tem gerado expectativa entre alguns investidores do setor elétrico, que estão com forte apetite por expansão no Brasil e avaliam desestatizações como um bom meio para viabilizar novos investimentos, conforme publicado pela Reuters na terça-feira.

 

(Por Luciano Costa; edição de José Roberto Gomes)