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A safra brasileira de grãos relativa ao ciclo 2018/19, encerrado em 30 de junho, somará 241,3 milhões de toneladas, aumento de 6%, ou 13,7 milhões de t, quando comparada à temporada 2017/19 e um recorde. A informação é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e os dados se referem ao seu 11º levantamento da colheita de grãos no País. Em relação à divulgação anterior, de julho, a Conab revisou para cima suas projeções em 0,27%. A área plantada está prevista em 63 milhões de hectares, 2% mais ante 2017/18.

O milho segunda safra, que ainda está sendo colhido em várias regiões produtoras, continua sendo responsável pelo reajuste positivo nas previsões. A Conab reviu para cima a projeção de colheita do grão, que agora será de 73,1 milhões de toneladas, montante 0,96% maior em relação à estimativa de julho e 35,6% mais ante o ciclo 2017/18. Já a produção de milho primeira safra, ou de verão, ainda em colheita no Norte e Nordeste, deve encerrar 2018/19 com 26,2 milhões de toneladas ou 2,1% ante a safra passada e estável ante os números divulgados em julho pela Conab. A colheita de milho alcança 84% da área plantada no País.

Outro destaque da safra 2018/19 continua sendo o algodão. O Brasil deverá colher 4 milhões de toneladas algodão em caroço e 2,7 milhões de t de pluma - ante 2 milhões de toneladas em 2017/18, volume 34,2% maior. A Conab revisou levemente para cima, ou 0,74%, em agosto ante julho os números para a fibra natural. No levantamento anterior, de julho, a estatal previa a colheita de 2,68 milhões de toneladas.

A Conab informou também que a soja, cuja colheita já foi concluída, alcançou 115,1 milhões de toneladas, volume 3,5% menor em relação à safra passada, com 78% da produção concentrada no Centro-Oeste e Sul.

Já a safra de trigo foi revisada para baixo. Nos números divulgados pela Conab em julho, o País deveria colher 5,5 milhões de toneladas do cereal de inverno. Agora, a previsão é de 5,4 milhões de toneladas, volume 1,81% menor. Em relação à temporada 2017/18, o volume deve ficar estável.

O arroz, por sua vez, tem produção estimada em 10,4 milhões de t, um recuo de 13,6%. O estudo aponta como causa as reduções de área do cereal ocorridas nos principais Estados produtores.

O feijão primeira safra, também já colhido, teve um recuo de 22,5% na produção e deve chegar a 996,4 mil toneladas, em decorrência da queda de área e da produtividade no Paraná, Minas Gerais e Bahia. O feijão de segunda safra, com a colheita praticamente concluída, deve render 7,2% a mais em relação a 2017/18, para 1,3 milhão de toneladas, em função do clima favorável, diz a Conab. O feijão terceira safra, por sua vez, deve crescer 20,5% em volume, com produção de 729,6 mil toneladas e plantio finalizado em julho.

Em relação à área plantada, as culturas que tiveram aumento foram milho segunda safra, com área total de 12,4 milhões de hectares, a soja, com 35,9 milhões de ha, e algodão, com 1,6 milhão de hectares. Em relação às culturas de inverno, para o trigo, estima-se uma área de 1,99 milhão de hectares, 2,6% menor que em 2018.