O Brasil importou mais bens de consumo e menos bens de produção em 2017, mostra estudo da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei). Enquanto as importações totais cresceram 9,6% na comparação de janeiro a novembro de 2016 com o mesmo período de 2017, as compras no exterior de bens de capital caíram 13,5%. Para o presidente da entidade, Paulo Castelo Branco, os dados indicam que o país está perdendo capacidade produtiva e competitividade. “O Brasil deveria estar importando menos bens de consumo e mais bens de produção, mas o que estamos vendo é esse cenário invertido”, diz.

‘Ideal é nacionalizar’

Ainda de acordo com o presidente da associação dos importadores de máquinas industriais, importar mais bens de consumo que de bens de produção “prejudica, e muito, a economia brasileira”. Na avaliação de Paulo Castelo Branco, “o ideal é nacionalizar a produção, trazendo máquinas mais eficientes e produtivas de fora para que os fabricantes aqui tenham mais capacidade e tecnologia”. O setor de importação de máquinas e equipamentos para a indústria movimentou  mais de US$ 40 bilhões nos últimos meses no Brasil.

Prudência não faz mal a ninguém

Para o diretor de captação e câmbio da SRM, Gerson Mineo Sakaguti, a decisão, na sexta (12), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de proibir a compra direta de criptomoedas, como o Bitcoin, por meio de fundos de investimento regulados e registrados no País, “vem em boa hora, já que ainda se trata de uma modalidade de investimento arriscada”. Segundo o executivo, não há uma instituição centralizadora que faça o controle da emissão dessas moedas e também do uso. “O bom investidor precisa analisar o cenário com cautela e evitar os riscos”, afirma.

Grande Irmão ronda...

“Tal como na sociedade descrita por George Orwell no livro ‘1984’, onde todos estão sob vigilância, o pesquisador Zander Navarro foi punido com jogos de palavras como ‘desrespeito aos códigos de ética e de conduta’ que lembram o duplipensar de Orwell. Argumentos típicos do ‘Grande Irmão’ e que não são condizentes a um dirigente de empresa pública, obrigada a prestar contas à sociedade”, afirma Aloisio Teixeira Gomes, engenheiro agrônomo PhD e advogado, além de pesquisador aposentado pela Embrapa, sobre a polêmica demissão de Navarro.

...as estatais brasileiras

Zander Navarro tornou-se o centro de uma polêmica nacional ao ser desligado da Embrapa após a publicação de artigo no jornal Estado de S. Paulo, sobre os rumos e finalidade dessa empresa pública. “A raiz do problema é mais profunda e está institucionalizada nas estatais brasileiras, célebres em agir com naturalidade com a não transparência”, enfatiza Aloisio Teixeira Gomes. Segundo ele, as críticas do pesquisador devem ser vistas como ponto de partida para um debate democráticos. “O não debate de ideias destruirá o que sobrou de público nas estatais”, acrescenta.

Ingressos para estrangeiros...

A poucas semanas do Carnaval, a StubHub, maior plataforma de compra e venda de ingressos do mundo, identificou uma tendência de internacionalização do evento nacional mais esperado do ano. Entre 2016 e 2018, a participação de estrangeiros no total de ingressos vendidos quase dobrou, passando de 29% do total de ingressos vendidos, para 54%. Já os brasileiros, recuaram de 71% para 46% das entradas. “O crescimento de vendas para estrangeiros nos últimos dois anos comprova que o Carnaval brasileiro é cada vez mais uma referência mundial. O interesse cresceu sobretudo entre chilenos, franceses e americanos”, afirma Daniela Marques, gerente de Comunicação da StubHub no Brasil.

...no Carnaval dobram de 2016 a 2018

Nos últimos dois anos, a participação de chilenos nas vendas quadruplicou, crescendo de 2% para 9%. A de norte-americanos triplicou (de 2% para 6%) e a de franceses dobrou (de 4% para 8%). Os principais compradores estrangeiros do Carnaval brasileiro, contudo, são os argentinos, que representam 12% das vendas. Os desfiles no Sambódromo do Rio de Janeiro representam 84% das vendas de 2018, enquanto os de São Paulo ficam com 16% restantes. O domingo é o dia mais popular, concentrando 42% dos ingressos vendidos.